terça-feira, 25 de outubro de 2011


Chegará, para todos os homens, o momento em que não serão mais necessários títulos, nomes, sobrenomes, qualificações, posses, para que possam respeitar e amar uns aos outros, verdadeiramente.
Chegará o dia, a todos os homens, em que seus sentimentos não serão mais guiados e dirigidos pelas expectativas, pelas recompensas, pelo pré-julgamento daquilo que a bondade, o respeito, a fraternidade, os bons sentimentos, os gestos carinhosos, o farão lucrar.
Chegará o dia, para todos os homens, em que seu coração estará cheio de sentimentos reais, que serão distribuídos sem ser previamente pensado "a quem devo dá-los... como devo agir".
Chegará o dia, para todos os homens, em que não importarão laços de família, cor, raça, crença, características, diferenças. Serão, embora únicos, um só com o Universo.
Chegará o dia, em que até mesmo num planeta outro, não haverá limites.
Porém, hoje, ainda temos a necessidade de laços, títulos, nomes, sobrenomes e dos pequenos grupos nos quais podemos exercitar, treinar as nuances dos nossos sentimentos, os ensaios das nossas mais puras emoções para que, assim, estejamos mais abertos. Com o propósito firme de exercitarmos e treinarmos nossos pequenos sentimentos, através desses laços, desses limites, por meio desses pequenos grupos, nos aprimoramos e podemos aprender cada vez mais.



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