sábado, 14 de julho de 2012


Cantiga do Perdão


Não te iludas amigo, por mais se expandam lágrimas contigo todo lamento é vão, tudo que tende para a perfeição, todo bem que aparece e persiste no mundo, 
vive do entendimento harmônico 
e profundo através do perdão.
Perdão que lembre o sol no firmamento, sem se 
fazer pagar pelo foco opulento a vencer dia a dia 
a escuridão da noite insondável e fria e a nutrir, 
no seu longo itinerário, o verme e a flor, 
o charco e o pó, o ninho e a fonte, de horizonte a horizonte, quanto for necessário. 
Perdão que nos destaque a lição recebida 
na humildade da rosa.
Benção do céu, estrela cetinosa que, ao invés 
de pousar sobre o diamante, desabrocha no 
espinho como a dizer que a vida de caminho 
a caminho, não despreza ninguém.
Libera generosa, alta e fecunda, quer que toda 
a maldade se transfunda na grandeza do bem.
Perdão que se reporte à brandura da terra 
pisoteada, esquecida heroína de paciência que 
acolhe em toda a parte os detritos da morte 
e sustenta os recursos da existência.
Mãe escrava sublime de amor mudo que preside 
em silêncio o progresso de tudo.
Amigo, onde estiveres, assegura a certeza de que 
o perdão é a Lei da Natureza, segurança de todos 
os misteres; perdoa e seguirás em liberdade 
no rumo certo da felicidade.
Nas menores tarefas que realizes, para lembrar 
sem sombra os instantes felizes, na seara da luz, 
na qual a luz de Deus se insinua e reflete, é forçoso exercer o ensino de Jesus que nos manda perdoar, setenta vezes sete, cada ofensa que venha a perturbar o nosso coração.
E isso vale afirmar na senda de ascensão que, 
em favor da vitória a que aspiras, na luta 
transitória é mais do que importante, é essencial 
que te esqueças por fim, de todo o mal e que em tudo no bem a que te dês seja aqui, mais além, seja agora ou depois, Deus espera que ajudes e abençoes, compreendendo, amparando e servindo outra vez.

_Mensagem de Chico Xavier_



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