sábado, 4 de agosto de 2012


Palavras aos enfermos

Toda enfermidade do corpo é processo educativo 
para a alma.
Receber, porém, a visitação benéfica entre 
manifestações de revolta é o mesmo que 
recusar as vantagens da lição,
rasgando o livro que no-la transmite.
A dor física, pacientemente suportada, 
é golpe de buril divino, 
realizando o aperfeiçoamento espiritual. 
Tenho encontrado companheiros a irradiarem 
sublime luz do peito, como se guardassem 
lâmpadas acesas dentro do tórax. 
Em maior parte, são irmão que aceitaram, 
com serenidade, as dores longas que a 
Providência lhes endereçou, a benefício 
deles mesmos.
Em compensação, tenho sido defrontado por 
grande número de ex-tuberculosos e ex-leprosos, 
em lamentável posição 
de desequilíbrio, afundados muitos deles 
em charcos de treva, 
porque a modéstia lhes constituiu tão 
somente motivo de insubmissão. 
O doente desesperado é sempre digno de 
piedade, porque não existe sofrimento sem 
finalidade de purificação e elevação. 
A enfermidade ligeira é aviso.
A queda violenta das forças é advertência.
A doença prolongada é sempre renovação 
de caminho para o bem.
A moléstia incurável no corpo é reajustamento 
da alma eterna.
Todos os padecimentos da carne se convertem, 
com o tempo, em claridade interior, quando o 
enfermo sabe manter a paciência, 
aceitando o trabalho regenerativo por 
bênção da Infinita Bondade.
Quem sustenta a calma e a fé, nos dias 
de aflição, encontrará a paz 
com brevidade e segurança, porque a dor, 
em todas as ocasiões, 
é a serva bendita de Deus, que nos procura, 
em nome dele a fim de levar a efeito, dentro 
de nós, o serviço da perfeição 
que ainda não sabemos realizar.

Ditada Pelo Espírito de 
Néio Lúcio ao 
( Chico Xavier )



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