sábado, 27 de abril de 2013


Palavras aos Enfermos
Toda enfermidade do corpo é processo educativo  para a alma.
 Receber, porém, a visitação benéfica entre  manifestações de revolta é o mesmo que
 recusar as vantagens da lição,  rasgando o livro que no-la transmite.
 A dor física, pacientemente suportada,  é golpe de buril divino,
 realizando o aperfeiçoamento espiritual.
 Tenho encontrado companheiros a irradiarem  sublime luz do peito, como se guardassem
 lâmpadas acesas dentro do tórax.
 Em maior parte, são irmão que aceitaram,  com serenidade, as dores longas que a
 Providência lhes endereçou, a benefício  deles mesmos.
 Em compensação, tenho sido defrontado por  grande número de ex-tuberculosos e ex-leprosos,
 em lamentável posição  de desequilíbrio, afundados muitos deles  porque a modéstia lhes constituiu tão
 somente motivo de insubmissão.
 O doente desesperado é sempre digno de  piedade, porque não existe sofrimento sem
 finalidade de purificação e elevação.
 A enfermidade ligeira é aviso.
 A queda violenta das forças é advertência.
 A doença prolongada é sempre renovação  de caminho para o bem.
 A moléstia incurável no corpo é reajustamento  da alma eterna.
 Todos os padecimentos da carne se convertem,  com o tempo, em claridade interior, quando o
 enfermo sabe manter a paciência,  aceitando o trabalho regenerativo por
 bênção da Infinita Bondade.
 Quem sustenta a calma e a fé, nos dias  de aflição, encontrará a paz
 com brevidade e segurança, porque a dor,  em todas as ocasiões,
 é a serva bendita de Deus, que nos procura,  em nome dele a fim de levar a efeito, dentro
 de nós, o serviço da perfeição  que ainda não sabemos realizar.
Ditada Pelo Espírito de
 Néio Lúcio ao
 ( Chico Xavier )

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