segunda-feira, 24 de outubro de 2011




Um feixe de flores róseas e lilases, firmemente atado, é colocado sobre a carroça de madeira clara. E lá vai ela vencendo a ladeira. Na terra nua as crianças brincam, apoderando-se dos ramos que fazem rastro no chão. Acompanham os cavalos, alegres e barulhentos.
Chegam à cidade, condutor e carroça. E logo as flores, separadas em pequenos ramalhetes, são passadas para outras mãos. E vão-se para outros espaços, enfeitar as casas, alegrar as vistas, encher de perfume o ar. O mesmo cheiro, a mesma cor que traziam consigo... integrados na expressão daquilo que são.
Quando paramos para imaginar as histórias que vivem em cada fato corriqueiro de nossas vidas? Quem imagina as flores que compra balançando ao vento, num sítio cultivadas, tendo seu destino traçado já quando nascem, ou brotando livres no campo, inconscientes da própria beleza?
Se pudéssemos ver o que há por detrás de cada coisa, talvez compreendêssemos melhor aquele olhar que nos é lançado ou a palavra aguda que fere o nosso orgulho. Ah, se não nos limitássemos às análises daquilo que percebemos no imediatismo e estreiteza da nossa visão!... Talvez conseguíssemos entender melhor as nossas próprias razões e desatinos. Se olhássemos para nós mesmos, sentindo a densidade da nossa experiência pregressa, se a acumulássemos, não na forma dos hábitos que cultivamos, mas como aquele que por ter muito visto, conquistou tolerância e paciência, talvez pudéssemos agir menos impulsivamente. Quem sabe, assim, teríamos elementos para impulsionar uma ação mais reta, menos sujeita às intempéries dos humores.
É preciso atribuir um sentido mais amplo ao nosso próprio existir. Que abracemos o que somos, vendo que aí está embutido o que fomos. Mais do que aprender, precisamos aplicar o que aprendemos. Pois muito sabemos, é verdade, mas pouco fazemos para mudar. Usamos nossa experiência para refletirmos depois da resposta de nossa ação. Mas precisamos dela para impregnar a nossa prática. Não simplesmente pensando antes de nos colocarmos em ação, mas calcando os nossos atos nesta sabedoria que vive em nós.




4 comentários:

nadja disse...

Nossa mas que lindo que ficou afilhadinho ..é o que mais precisamos..luz e muita fé !!!
Estou em falta com vc..pois só hoje que vi os email.. e seu convitinho para dar uma zoiada em seu mais novo blogger ..parabéns ..tudo que vc faz é com muito amor querido ...ai tem que dar certo..e acabar em samba kkkkk ..voltarei é claro...e levando seu lindo award!!!mas é verdade muito sabemos e pouco fazemos..feliz semaninha ...aqui o dia amanheceu lindo ...céu azul..montanhas verdinhas ...e no meu cafofo já começou as travessuras e guloseimas (((halloween )))vai lá ñ precisa ficar com medinho pois só tem bruxinhas do bem kkkkkkkkk!!!feliz semaninha !!!beijokinhas !!

Lua Negra disse...

Todos os dias podemos aprender com os nossos erros, isso é uma dádiva que temos.
Lindo o texto.
Sabe tenho um lema na qual sempre segui: 1º Seja grata a todos a a tudo; 2º Faça aos outros o que você gostaria que fizessem com você e sempre, sempre sorria de tudo pois essa é a maior arma de transformação que trazemos dentro de nós mesma.
Uma boa semana de paz e alegrias.
Lua.

Ao toque do Amor disse...

Boa noite! vim visitar seu espaço e te oferecer um cartão pela inauguração
Fique bem, fique na paz de Jesus
san

Nós, Os Cachorros!!! disse...

Vam,

achei seu blog através da Lua, a amiga que eu adoro e que deixou um comentário ai em cima... rs
Sendo sincero, ainda não vi seu blog inteiro, falta de tempo, mas este post me lembrou algo que sempre penso...
Vemos muitos falarem das pessoas, julgando-as apenas pela aparência...
Sem conhecê-las de fato...
Nos esquecemos que cada um é do jeito que é pela vida que levou, pela sua história...
Que antes de julgar, devíamos respeitar e tentar entender... Compreender...
Não julgar, não jogar pedras...
Desculpe, não tem nada haver, mas é algo que me lembrou...
Gostei muito do blog e pretendo voltar com mais calma!!!
Abraxos

 

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